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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Não é para entender



Foto:  Carlo Wrede / Agência O Dia
Foto: Fábio Gonçalves / Agência O DIA

Ontem, quinta-feira, dia 24, dois julgamentos marcaram os noticiários. Duas sentenças diferentes (com direito a recursos) decidiram o destino de duas pessoas acusadas de assassinato, e de muitos outros familiares, amigos e cidadãos. A culpada, uma jovem de 18 anos, condenada a 15 anos por ter matado o namorado numa suíte de motel em Niterói. O inocente, o ex-PM apontado como um dos assassinos do menino João Roberto, de apenas três anos, no Rio de Janeiro.

A condenada, alega insanidade mental e que na hora do crime "viu o pai na sua frente" e perdeu o controle. O absolvido, alega que fez um disparo de pistola para o chão, e que a arma que matou a criança foi um fuzil. A culpada, se descontrolou no tribunal. Já o absolvido, deixou a sala sorrindo. Fora isso, as consequencias foram as mesmas nas duas famílias, assim como o sentimento: revolta.

O pai do menino João Roberto, incansável, diz que luta, luta e não consegue justiça. O ex-PM absolvido, jpa mudou seu depoimento três vezes: primeiro disse que atirou no carro, depois disse que não atirou, e por fim, disse que atirou para o chão e que quem matou João Roberto foi seu (ex) companheiro de farda. O juri popular, acreditou em suas declarações e o declarou inocente.

Já a família do empresário assassinado pela bela estudante de 18 anos, também se revoltou e, após a sentença, a mãe do rapaz desabafou: "Esta menina estará livre daqui a 5 anos, e, com 23 anos de idade, vai matar mais gente". Apesar das alegações de insanidade, visões, o juri, também popular, decidiu que a "Loura do Motel" era culpada e o juiz a condenou a 15 anos. Ao final do julgamento, o assistente de educação afirmou: "É uma pena justa, trata-se de uma jovem, que tem o direito de se recuperar".

Alguns questionamentos:

1 - Os respectivos acusados vão se recuperar? A condenada, num sistema prisional falido e ultrapassado, onde todos sabem que a regeneração é quase zero. Ou o ex-PM absolvido, que, em liberdade, seguirá sua vida, e, muito provavelmente, de posse das sentenças em mãos, provavelmente será reintegrado à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

2 - Os familiares, terão a chance de se recuperar? Como? Com a sensação de que a justiça não foi feita? Brigando com os intermináveis recursos, que se arrastam por anos?

3 - Até quando, teremos de conviver com as chamadas "brechas da lei"?

Moral da história? Não entendeu nada deste texto? Pois eu, há muito tempo, desisti de entender a Justiça brasileira.



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